segunda-feira, Março 17, 2014

Mousse de Chocolate


Nunca quis uma despedida de solteira “tradicional” (se é que se pode chamar tradição a uma coisa que nem 10 anos tem…), com os jantares e espetáculos masculinos que se têm banalizado, por isso resolvi fazer uma coisa que combinasse mais comigo. Fiz um lanche em casa, para algumas amigas e primas, com muitas coisinhas boas todas feitas por mim. Passei dois dias na cozinha e adorei! A cada uma das participantes pedi que me trouxesse uma receita, própria ou “roubada”, para fazer um pequeno “livro” de receitas que me ficou de recordação. Uma delas foi uma mousse de chocolate, que me trouxe a minha querida prima Paula. Entretanto, nas minhas explorações pela net já vi esta receita, com uma ou outra variação, em muitos sítios, por isso me atrevo a reproduzi agora aqui a minha adaptação.

Já comi muitas mousses de chocolate em muitos sítios. Quando era criança, a minha mãe nunca fazia mousse caseira, fazíamos a mousse de chocolate Alsa e eu adorava-a. Quando comecei a comer mousse de chocolate caseira, em casa de outras pessoas ou em restaurantes, nunca mais comi mousse de pacote: não sou capaz! Mas as mousses de chocolate caseiras não são todas iguais. Tenho uma amiga que não gosta de mousse caseira, porque fica com uma textura estranha, meio gelatinosa, meio escorregadia, que lhe desagrada profundamente. A mim também…

Na verdade, o segredo de uma boa mousse de chocolate, com uma textura leve e cheia de ar, que não se separa em duas partes, uma completamente líquida (e nojenta) e outra apenas moderadamente agradável, é apenas um: incorporar o máximo de ar possível na mistura! Tem que se bater as gemas com o açúcar muito bem, até que estejam pálidas, leves, cremosas e caiam das varas da batedeira para a taça numa fita longa e de aspecto cremoso (dica da prima Paula e infalível!). O ideal seria bater até deixar de se sentir a textura do açúcar, mas confesso que nunca consegui isso: a minha batedeira não é assim tão boa. Depois tem que se bater as claras em castelo bem firme, até se poder virar a taça de pernas para o ar e elas não caírem (vá lá, façam o teste sem medos! Se elas tiverem que cair começam logo a deslizar mal se começa a virar a taça).

E, por fim, na hora de misturar tudo, tem que se manter uma mão muito leve e incorporar as claras na mistura de gemas (já com o chocolate) com todo o cuidado e SEM BATER! Deve-se juntar um pouco das claras e mexer, para soltar a mistura de chocolate que tende a ser mais grossa. Depois junta-se o resto das claras em 3 ou 4 partes, em movimentos longos, com uma colher de metal grande. Com a colher perpendicular à taça, cortar a mistura pelo meio das claras e levar até ao fundo da taça. Depois virar a colher para cima ao mesmo tempo que se puxa para o lado da taça que está mais perto de nós. Num movimento fluido, trazer a colher para cima junto à parede da taça, enquanto se roda a taça ¼ de volta. Voltar a fazer o mesmo movimento até as claras estarem bem incorporadas e fazer o mesmo com o resto. Não se devem ver pedaços de claras brancas no meio do chocolate.

Dá trabalho, cansa os braços e demora bastante mais tempo do que se pode imaginar. Como disse uma aluna minha há dias, a mousse quer muito mimo! As claras não querem misturar-se com o chocolate, insistem em ficar em pedaços mais ou menos grandes espalhadas pelo meio do chocolate e às vezes perde-se um bocadinho a paciência, mas a recompensa é grande: uma mousse de chocolate leve, fofa, sempre boa, que depois de repousar no frigorífico umas horas se derrete na boca e nunca fica com aquele líquido estranho no fundo da taça. Vejam os meus copos, são de vidro, não se vê qualquer separação. As natas, são opcionais. :-)

Mousse de Chocolate
200 g chocolate em barra (uso de culinária porque tenho um filho, se fosse só para mim usava com 70% de cacau)
6 ovos
5 c. sopa açúcar
1 pitada de sal
200 ml natas + 1 c. sopa sumo de limão (opcional)

Derreter o chocolate me banho-maria: colocar numa taça de vidro ou de metal e colocar em cima de um tacho com água em fervura muito lenta. Retirar quando o chocolate estiver cerca de 70% derretido (está derretido mas ainda se vêem pedaços mais ou menos sólidos) e mexer até estar completamente derretido. Em alternativa, usar o método da Julia Child: ferver água e deitar num caçarola de fundo grosso. Colocar o chocolate partido numa caçarola de metal o mais fina possível e mergulhar dentro da caçarola com a água, sem nunca deixar a água passar acima de metade dos lados da taça com o chocolate (chocolate + água = desgraça!). Fazer isto antes de se baterem os ovos e quando estiver tudo pronto para o chocolate está derretido.

Entretanto, bater as gemas com o açúcar até estarem leves, fofas e com uma cor pálida. Juntar o chocolate e misturar bem (pode ser com a batedeira, na velocidade mais baixa). Com as varas bem limpas e numa taça completamente limpa de gordura, bater as claras com uma pitada de sal grosso em castelo firme. Deitar uma colherada de claras batidas na mistura de chocolate e bater para soltar. Juntar as restantes claras em duas ou três porções, envolvendo cuidadosamente.


Bater as natas com o sumo de limão em chantilly, podendo adoçar com uma colher de sopa de açúcar. Deitar em taças individuais ou numa taça grande, deitar uma colherada de natas batidas por cima e levar ao frigorífico pelo menos 3 horas ou de um dia para o outro. Servir bem fresco.

segunda-feira, Dezembro 23, 2013

Boas Festas!


Um último post antes do Natal, só para desejar Boas festas a todos e dar mais um docinho, excelente para oferecer e suficientemente fácil para fazer ainda para amanhã! Os americanos chamam-lhe bark, que significa casca de árvore, e na sua versão mais fácil e “informal” é, realmente, o que parece. Há muitas receitas de bark por essa internet fora, com chocolate negro, branco ou de leite, e com tudo o que se possa imaginar espalhado por cima. Desde as versões só com frutos secos, às que têm marshmallows e, até, bolachas Oreo, há de tudo.

A bark americana é feita simplesmente espalhando o chocolate derretido numa superfície plana e polvilhando as coberturas por cima de forma mais ou menos aleatória. Esta versão, que também se pode encontrar em vários sítios, dá um bocadinho mais trabalho e demora um pouco mais, mas mesmo assim é super-fácil de fazer e o resultado é um bocadinho mais bonito, fica melhor para oferecer. Curiosamente, vi há dias esta explicação sobre a origem deste tipo de chocolate no excelente blog Trem Bom. Se não conhecem, passem por lá, vale bem a visita.

No ano passado fiz algumas versões de bark para oferecer no Natal. Não me lembro de todas mas sei que fiz uma com chocolate branco, bagas goji e sementes de abóbora, com uma pitada de flor de sal com pólen de abelha por cima, que ficou mesmo muto boa e particularmente festiva. Este ano, para oferecer a duas pessoas especiais (embora por razões diametralmente opostas), fiz esta versão. Os frutos que usei foram os que tinha em casa: amêndoas levemente torradas, cajus idem, avelãs e bagas goji para dar doçura e um toque festivo.

Ingredientes (para 40 medalhões com 4-5 cm de diâmetro):
400 g chocolate negro 60% cacau (menos os bocadinhos que fui comendo pelo caminho)
40 amêndoas torradas
40 cajus torrados
40 avelãs
Bagas goji
Flor de sal com pólen de abelha (eu fiz a minha, mas há uma excelente aqui)

Derreter o chocolate em banho-maria. Para temperar o chocolate, uso o procedimento que aprendi com a maravilhosa Ina Garten: picar o chocolate o mais fino que se conseguir; derreter 75% do chocolate até estar completamente líquido; retirar do lume, acrescentar o restante chocolate e mexer até estar completamente derretido. Como não sabia quanto tempo iria demorar a fazer os medalhões todos, retirei o tacho do lume e deixei o chocolate em cima, para se manter derretido.

Num tabuleiro forrado com papel vegetal deitar uma colherada de chocolate derretido, deixando que se espalhe em círculo. Por cima colocar os frutos secos: uma amêndoa, um caju, uma avelã e 2 ou 3 bagas goji. Polvilhar com uma pequeníssima pitada de flor de sal e deixar solidificar.


Para acelerar o processo, podem-se fazer vários medalhões de cada vez: eu fazia 4, os que cabiam em fila no tabuleiro. Usei dois tabuleiros para fazer os 40 medalhões. Esta quantidade demorou uns 30 a 40 minutos a fazer e talvez mais uns 30 a 40 a solidificar. Depois disso, podem guardar-se dentro de uma caixinha, ou colocar em sacos de celofane, atar com uma fita e oferecer.

quarta-feira, Dezembro 11, 2013

As Últimas Prendinhas

Para aquele cabaz de prendas fiz, ainda, mais duas coisas, as duas tão simples que vão ficar aqui juntas. Uma delas é uma ideia excelente para juntar a iogurte, ou gelado, ou até para pôr por cima de panquecas (como estas): é um topping de mel e frutos secos. Pode-se fazer com estes frutos que usei, ou com outros quaisquer do agrado de quem faz ou de quem vai receber. Recomendo que se use um mel bem líquido, eu não tinha, usei um mais espesso e demorou mais de uma hora a entranhar-se cobrir os frutos. Se o mel for mais líquido, escorre melhor e é mais rápido. Como é uma coisa tão simples, quanto melhores forem os ingredientes, melhor é o resultado final, pelo que recomendo usar um mel de boa qualidade e frutos o melhor que se conseguir arranjar.

A outra é simplesmente uma mistura de chá com especiarias, mas feita em casa e, portanto, totalmente personalizável. Os americanos chamam a isto Chai, o que é um perfeito disparate porque Chai quer dizer, literalmente, chá… Aqui, mais uma vez, pode-se fazer aquilo que se quiser. Eu usei chá verde porque a pessoa que recebeu gosta particularmente deste tipo de chá, e usei algumas especiarias sugeridas no site The Kitchn (já agora, recomendo vivamente a visita, é fabuloso!), mas adaptei porque não tinha algumas coisas e tinha outras, e de algumas não gostava e gostava de outras.


Mel com frutos secos (adaptado da incontornável e sempre perfeita Martha Stewart)
½ ch. nozes em pedaços
¼ ch. alperces secos, cortados em pedaços pequenos
¼ ch. bagas goji
Mel para cobrir

Numa taça misturar todos os frutos secos. Colocar num frasco com tampa e cobrir com o mel. Deixar escorrer por entre os frutos e, se necessário, usar um palito de espetadas para retirar as bolhas de ar entre os frutos e o frasco. Fechar, cobrir a tampa com um círculo de tecido bonito, atar com uma fita, prendendo uma pequena colher (usei de madeira) e oferecer a alguém com muita sorte! :-)


Chá verde com especiarias (adaptado daqui)
12 vagens de cardamomo
½ c. chá pimento preta em grão
½ c. chá cravinho
2 paus de canela
1 c. chá pimenta da Jamaica
1 c. sopa gengibre seco picado
1 ch. folhas de chá verde


Tostar todas as especiarias excepto o gengibre apenas até ficarem aromáticas. Como são poucas, pode-se fazer uma frigideira seca ou, como eu fiz, no grill do micro-ondas: põem-se num pequeno tabuleiro que possa ir ao forno e levam-se ao micro-ondas só com o grill ligado 3 a 5 minutos, mexendo pelo menos uma vez a meio. Deixam-se arrefecer, esmagam-se levemente num almofariz e misturam-se com o chá. Deita-se num frasco e fecha-se bem. Para fazer um chá, usa-se uma colher de chá por chávena e deixa-se em infusão 3 a 5 minutos. Fica particularmente bem adoçado com mel.

domingo, Dezembro 08, 2013

Azeite de Alho e Limão



Aqui está mais uma ideia para prenda: um azeite aromatizado, colocado numa garrafinha bonita. Este foi inspirado por uma receita da Ina Garten (outra vez), mas a ideia serve para qualquer combinação de sabores que se queira fazer. Há uns anos fazia um azeite aromatizado com alho, louro e piri-piri que também era muito bom, inspirada por um azeite que é servido num dos meus restaurantes favoritos em Bragança, o Gôndola.

É mais um método do que uma receita, adaptem ao vosso gosto. Não é necessário aquecer o azeite, mas esse passo acelera a infusão de sabores. Se não o fizerem, aconselho a fazer o azeite pelo menos uma semana antes de o utilizar ou oferecer, de preferência mais. Este conjunto de ingredientes produz um azeite com um forte sabor a limão, particularmente adequado para guarnecer peixes ou usar em saladas, essencialmente para usar em tudo o que fique bem com limão.

Ingredientes:
0,5 l azeite
4 dentes de alho grandes
Casca de 1 limão
2 ramos alecrim fresco
4 malaguetas secas pequenas, ou a gosto (ou nenhuma)


Numa caçarola, colocar o azeite e o alho. Levar ao lume, deixar levantar fervura, e deixar fervilhar em lume brando durante 5 minutos. Retirar do lume, juntar os restantes ingrediente e deixar arrefecer completamente. Deitar em garrafas e guardar. A receita da Ina Garten manda guardar no frigorífico, mas não me parece necessário. Por um lado, não acredito que o azeite se estrague com tanta facilidade assim. Por outro, não dura o tempo suficiente para se estragar ;-)

quarta-feira, Dezembro 04, 2013

Frutos Secos Tostados com Alecrim e Mel


Nesta altura, em que começa a correria para o Natal, achei que era bom eu colocar aqui algumas das coisas que, nos últimos tempos, fiz para prendas. Um cabaz recheado com algumas coisas feitas por nós é uma prenda pelo menos tão boa como qualquer outra que se possa comprar e para o aniversário desta amiga foi o que fiz. Uma das coisas que lhe coloquei no cabaz foi um frasquinho com estes frutos secos. A receita é da Ina Garten, alguém que tem receitas absolutamente fabulosas pela simplicidade e sabor. Se não conhecem nada dela pesquisem no site da Food Network. Já experimentei várias receitas do repertório dela, doces e salgadas, e nenhuma me deixou mal. Apenas fiz adaptações por não ter acesso a alguns dos ingredientes. Os frutos secos que se usam podem ser completamente adaptados ao que se gosta ou se tem por perto. Usei as sementes de abóbora porque andavam lá por casa há algum tempo, a pedir para serem comidas.

Tenho que deixar aqui um aviso à navegação: isto é muito fácil de fazer, e ainda mais fácil de comer. A quantidade de frutos secos que se usa dá vários frascos que se podem oferecer a várias pessoas. Podem e devem, porque são completamente viciantes e se não os puserem de casa para fora com toda a rapidez vão acabar por come-los todos. Estou só a avisar… Podem-se reduzir as quantidades, mas, sinceramente, porque é que alguém faria uma coisa dessas?


Ingredientes (adaptado daqui):
3 ch. nozes
2 ch. cajus
2 ch. amêndoas, com ou sem pele (usei com, porque sou preguiçosa)
½ ch. sementes de abóbora
2 c. sopa azeite
1/3 ch. mel
¼ ch açúcar amarelo
1 c. chá pimentão picante (usei espanhol, que compro em Bragança)
4 c. sopa alecrim fresco picado
4 c. chá sal fino

Aquecer o forno a 180º e forrar um tabuleiro grande (usei o do forno) com papel vegetal.

Numa taça grande, misturar os frutos secos, as sementes de abóbora, o azeite, o mel, o açúcar, o pimentão picante, 2 c. sopa de alecrim e 2 c. chá de sal. Misturar muito bem para envolver os frutos nos temperos. Deitar no tabuleiro preparado e levar ao forno. Deixar tostar, virando várias vezes os frutos para tostarem uniformemente, até estarem dourados e caramelizados. No meu forno demorou entre 15 e 20 minutos.


Tirar do forno e deixar arrefecer, mexendo várias vezes enquanto arrefecem. Assim que se consiga pegar nos frutos, separa-los um a um para não ficarem colados. Guardar em frascos de vidro fechados, enfeitar com pedaços de tecido e fitinhas e oferecer. Ou comer um de cada vez até acabarem… :-)

sábado, Novembro 30, 2013

Maçã e Canela


Esta semana uma amiga mais que querida fez anos e eu ofereci-me para lhe fazer um bolo de aniversário. É uma das minhas amigas mais antigas (ou seja, é minha amiga há muito, muito tempo) e leais, uma amizade como eu sei que não vou encontrar em mais lado nenhum, que já deu provas de ser amiga nos bons e, principalmente, nos maus momentos. Por isso, o bolo teria que ser algo muito especial. Quando lhe perguntei qual o sabor que ela queria para o bolo, e depois de algumas sugestões da minha parte, ela escolheu uma combinação que eu adoro: maçã e canela. O que me deixou imensamente feliz porque me daria a oportunidade de experimentar uma receita nova, mas extremamente preocupada porque tinha que ser uma receita nova.

Nas minhas pesquisas, acabei por recorrer a alguém que ainda não me deixou ficar mal: Martha Stewart. O bolo é um bolo de maçã caramelizada e canela e, além de ser lindo por dentro e por fora, é delicioso. A massa do bolo, depois de lhe juntar as maçãs caramelizadas, é tão boa que apetece come-la à colher. É um bolo mais trabalhoso do que eu normalmente faço, mas vale bem a pena. Não é difícil, pelo contrário, apenas exige uma batedeira porque bater manteiga com açúcar sem ela é uma seca. Podem-se comprar as nozes já moídas ou substituir por outro fruto seco a gosto, mas as nozes picadas em casa ficam com uma textura mais grosseira que traz algo ao bolo. A textura do bolo é fantástica, muito húmida da enorme quantidade de maçãs (vêem-se bem na foto), ligeiramente crocante das nozes, muito boa. Não é, ao contrário do que possa parecer, doce demais e o sabor predominante é o da maçã. Ao que me contou a aniversariante, estava ainda melhor no dia seguinte! :-)


Finalmente, como era um bolo de aniversário, ainda por cima especial, tinha que ser devidamente enfeitado. Foi o que fiz, com pasta de açúcar e um buttercream de maçã e canela que, na realidade, é mais de açúcar mascavado e canela, mas que ficou delicioso. Ficaria óptimo num bolo de bolacha! O anjo fui eu que fiz, em pasta de açúcar, e devo dizer que foi mesmo muito fácil de fazer. Segui as instruções daqui. O vídeo está em três partes e está muito bom. Mudei um bocadinho as asas, não pus os pés e fiz as mãos mais simples, mas segui as instruções e o resultado acho que não está mau. O meu filho adorou o anjo, queria brincar com ele. :-)


Bolo de maçã caramelizada e canela (adaptado ligeiramente daqui):

Para as maçãs:
60 g manteiga
850 g maçãs Granny Smith (usei 5), descascadas, sem caroço e partidas em pedaços pequenos (cerca de 0,5 cm)
1 ch. Açúcar
1 c. chá canela
125 ml sumo de maçã
4 c. sopa rasas de farinha sem fermento

Derreter a manteiga numa frigideira antiaderente. Juntar as maçãs e mexer para envolver. Juntar o açúcar, a canela e o sumo. Deixar levantar fervura em lume forte, baixar o lume para médio e deixar cozinhar até as maçãs estarem transparentes e douradas e todo o líquido evaporar. As maçãs ficam apenas envolvidas num molho espesso da cor do caramelo. Deixar arrefecer. Imediatamente antes de juntar ao bolo, misturar a farinha só até estar distribuída uniformemente (não faz mal se ainda se vir farinha no meio das maçãs).

Para o bolo:
250 g manteiga ou margarina, à temperatura ambiente
1 ½ ch. açúcar
¼ ch. açúcar mascavado escuro
4 ovos
3 ch. farinha sem fermento
2 ½ c. chá fermento em pó
2 ½ c. chá bicarbonato de sódio
2 c. chá canela
½ c. chá sal
1 iogurte natural sem açúcar
120 g nozes, tostadas (esqueci-me de as tostar) + ¼ ch. farinha sem fermento

Barrar com manteiga e polvilhar com farinha uma forma redonda, sem buraco. Aquecer o forno a 180º. Juntar as nozes e a farinha na picadora e picar até ficarem o mais finas possível. Numa taça média juntar a farinha, o fermento, o bicarbonato de sódio, a canela e o sal. Mexer bem com um batedor de varas para incorporar.

Bater a manteiga com os açúcares com a batedeira, até o preparado ficar fofo e leve. Juntar os ovos um de cada vez, batendo bem entre cada um. Com a batedeira na velocidade mínima, juntar a mistura de farinha em duas partes, intercalando com o iogurte. Juntar as nozes e as maçãs, envolvendo com uma espátula ou colher grande até as maçãs estarem distribuídas uniformemente pela massa. Deitar na forma e levar ao forno 45 a 55 minutos. Desenformar, virar para cima e deixar arrefecer, de preferência sobre uma grade.

O bolo fica húmido e, porque é difícil saber exactamente quando está cozido (o teste do palito é inútil por causa da enorme quantidade de maçãs e caramelo), acabou por cozer demais. Usei uma forma de 25 cm e cozi-o por 1 hora, mas acho que o deveria ter tirado do forno uns 5 minutos mais cedo. Aconselho a tirar do forno quando estiver dourado uniformemente e as laterais aparecerem já douradas.


Buttercream de Maçã e Canela:
250 g manteiga sem sal, à temperatura ambiente
½ ch. açúcar mascavado escuro
1 ch. açúcar em pó
1 pitada de sal
2 c. chá canela
4 c. sopa sumo de maçã

Bater a manteiga com o açúcar mascavado escuro até incorporar completamente. Juntar o açúcar em pó, o sal e a canela e bater novamente, até estar fofo e ligeiramente mais claro. Juntar o sumo de maçã, uma colher de cada vez, batendo muito bem entre cada adição, até estar mais fofo e até o açúcar não se notar nos dedos ou o máximo que a batedeira aguentar. A minha está nas últimas, nunca consigo a textura aveludada que gostaria nestes cremes. Desta vez não tive tempo de o fazer, mas para a próxima vou reduzir meia chávena de sumo de maçã até ficar com metade e uso esse xarope em vez do sumo simples. Deve ficar com um sabor mais pronunciado a maçã.


Partir o bolo a meio e rechear e cobrir com o creme. Para partir o bolo usei uma faca de serrilha para dar um golpe a toda a volta e, depois, um arame fino que comprei para fazer o halo do anjo que está em cima do bolo. Resultou lindamente.

quarta-feira, Novembro 20, 2013

Boas notícias!


Como quem me conhece sabe e já aqui disse por duas vezes, praticamente desde que nasceu o Diogo usa um aparelho para dormir, umas botas ligadas com uma barra para manter a correcção do seu pé boto. Inicialmente usava-as todo o dia, apenas as tirando para tomar banho. Depois foi reduzindo o tempo que passava com elas e, ultimamente, já as usava praticamente apenas para dormir. Desde os dois meses de idade essa era a realidade dele. Até ontem. Ontem foi dia de consulta no Hospital de S. João, com o Dr. Nuno Alegrete que o segue desde a barriga da mãe, e chegaram finalmente as melhores notícias que podíamos ter, aquelas que esperávamos há 4 anos: é hora de deixar as botas!

A correcção está feita, o pé do Diogo está, como todos os que o conhecem sabem, feita, o pé esquerdo dele, embora diferente do direito, é completamente funcional e quem não sabe o que se passa dificilmente o descobre de olhar para ele. Sempre soubemos que os 4 anos seriam o momento de deixar de usar o aparelho, mas as coisas nos últimos tempos não têm andado perfeitas e estávamos apreensivos. As boas notícias vieram e estamos todos para lá de felizes. O Diogo dormiu ontem, pela primeira vez desde os 2 meses de idade, com os pés descalços (pronto, calcei-lhe umas meias, está frio!) e adorou. Quando acordou e percebeu, ao fim de uns minutinhos, que não tinha as botas calçadas, saltou imediatamente da cama e não parou de saltar até chegar à escola! :-)

Ontem à tarde, em casa, disse-lhe que era dia de festa e que podíamos fazer, no fim-de-semana, uma sobremesa especial para comemorar. Quando lhe perguntei o que queria, a resposta foi imediata: Terra! Com minhocas! Foi uma receitinha que fiz para o Halloween e que ele ADOROU! Vêem-se muitas variações desta receita em sites e blogs americanos, não apenas para o Halloween, mas como ideia de sobremesa engraçada para crianças em qualquer altura do ano. Experimentem, cá por casa todos gostámos e vamos fazer a festa outra vez no fim-de-semana!

Minhocas na Terra (adaptado daqui)
¼ ch. Cacau em pó
6 c. sopa açúcar
3 c. sopa amido de milho
1 pitada de sal
200 ml natas
450 ml leite
1 c. chá extracto de baunilha
1 c. sopa manteiga
100 g chocolate de culinária
Bolachas de chocolate (usei Oreos com recheio de chocolate)
Minhocas de gomas

Numa caçarola, levar ao lume as natas e quase todo o leite (reservar apenas 100 ml). Partir o chocolate em pedaços e reservar. Moer as bolachas de chocolate no robot de cozinha (ou coloca-las dentro de um saco fechado e esmaga-las com o rolo da massa) até estarem em migalhas finas.

Numa taça misturar o cacau, o açúcar, o amido de milho e o sal. Mexer bem com uma vara de arames e juntar o leite frio reservado e a baunilha, mexendo sempre até todos os ingredientes estarem bem incorporados. Assim que o leite e as natas começarem a querer ferver, deitar devagar sobre a mistura de cacau, mexendo sempre. Voltar a deitar na caçarola e levar a lume brando, mexendo constantemente até engrossar. Atenção, este processo é muito rápido e a mistura engrossa muito. Não é a hora de olhar para o lado.

Assim que o amido de milho estiver cozinhado (provar um pouco, não deve sentir-se o sabor do amido, apenas do leite e do cacau), retirar do lume e juntar o chocolate e a manteiga. Mexer muito bem com a vara de arames, até estar todo o chocolate derretido e perfeitamente incorporado no creme.


Deitar em taças ou ramequins (em taças de vidro vêem-se as camadas, para ficar mais realista pode-se servir em vasos pequeninos de barro. Não tinha nem uma coisa nem outra, usei estes ramequins). Enterrar algumas minhocas em cada taça e deixar metade de uma ou duas de fora. Espalhar as bolachas esmigalhadas por cima até cobrirem todo o creme, mas não as minhocas. Levar ao frigorífico até esfriar. Servir a crianças (e adultos) marotos e felizes! :-)